{ "Description": "Arquivo de verificação de propriedade do domínio para Microsoft 365 local na raiz do site", "Domain": "Ileobakossoaseogunjaagada.org.br", "Id": "da06cfd1-fa14-436f-8d3e-19986bfc8768" }
top of page

DEPOIMENTOS

Depoimento de Isabela

“Comecei a frequentar o axé no final de 2018, num momento da minha vida em que eu estava muito mal financeiramente, espiritualmente e com minha saúde estava muito debilitada.Eu tinha acabado de chegar do Reino Unido e não sabia que tinha pego tuberculose. Eu me vi doente, com a situação financeira precária e comecei um tratamento, mas até então me sentia no escuro.Sempre fui muito ligada à religião, aos espíritos, entidades, tive acesso à outras casas de axé, Mães de Santo, mas que não me fizeram bem. Desde os 15 anos eu frequentava terreiros - hoje estou com 28 anos - e sempre era uma troca. Passando os anos eu fui perdendo a vontade de estar nesses lugares, nesses terreiros, me decepcionei muito, pois passei por várias situações difíceis. Apesar de sempre confiar nas entidades, guias e Orixás, me afastei desses lugares e me vi sozinha no mundo, sem rumo.E no ano de 2018, uma amiga minha que estava entrando em Londres quando eu estava saindo, e que sempre reclamava das dificuldades de trabalho naquela época, me ligou dizendo “amiga, as coisas melhoraram, eu conheci uma Mãe de Santo, Patrícia que me ajudou, estendeu a mão sem nem saber quem eu era. Ela fez algo pra mim lá no Brasil, que me deu movimento, estou trabalhando bastante e me sentindo muito bem”.Quando ela me disse isso, eu já estava há muito tempo sem jogar, sem falar com pessoas da religião, pois estava muito desacreditada por ter sido tantas vezes enganada nesse meio.Mas me deu vontade de entrar em contato com essa mãe de Santo.Foi quando tive meu primeiro contato com a Mãe Patricia por uma chamada de vídeo.Me lembro até hoje que eu não tinha nem o dinheiro das cartas, nem o dinheiro para pagá-la pelo jogo. Mas ela me disse que não haveria problema - dada a minha situação - e jogou.Essa chamada de vídeo, através do jogo e de suas palavras já me deram uma força. Naquele momento eu estava muito debilitada, de quase 90 kg eu, com a doença, cheguei a 67 kg.Aí então eu vi uma esperança, quando falei com a Mãe Patrícia pela primeira vez e as coisas começaram a voltar a andar. Como um carro que vai para o conserto e volta a andar.Dali pra frente nunca mais eu perdi o contato com a Mãe Patricia . Ela me ensinou como me fortalecer espiritualmente, com banhos, rezas. Dali pra frente eu comecei a ver a minha vida andar.Foi quando eu tive forças, venci a doença, voltei ao meu trabalho.Foi quando eu fui â cidade de Feliz, no RS conhecer o Axé. Quando eu cheguei eu vi logo na entrada aquela estrada de pedra com aquelas árvores, o barulho do vento nas árvores, o barulho das águas e aquela paz que eu nunca tinha visto em nenhum lugar.E dali pra frente eu nunca mais me desliguei daquele lugar, onde eu entrei arrasada por todas as experiências que eu já tinha passado na minha vida. Mas ali dentro eu aprendi que colheria coisas boas - e colho até hoje.Antes eu não agradecia, minha vida não era agradecer, só era pedir, pedir, pedir. Pois me ensinaram dessa forma a pedir, pedir, pedir. E ali no Axé, com a Mãe Patrícia, descobri o quão importante é a gente agradecer pela luz, pela escuridão, pela terra, pela água, por tudo o que a gente tem nessa vida - pela nossa vida em si. Aprendi a dar valor a tudo. Aprendi a viver!Aprendi que as mínimas coisas que eu antes nunca tinha me importado antes, hoje em dia são as coisas mais importantes da minha vida - uma palavra, um abraço, um acalento, uma atenção.Quando eu cheguei no Axé, na Mãe Patrícia, eu era uma pessoa indigente. Nem documentos eu tinha. E com o axé eu consegui hoje ser chamada de Isabela, ter meus documentos, conta em banco - coisa que nunca tive - ser alguém nesse planeta.Quando eu cheguei eu era uma pessoa apagada e ali eu vi luz!Hoje eu me sinto muito bem, eu fiquei tão ligada àquele lugar que onde eu estiver - por exemplo eu estou hoje do outro lado do oceano, no Reino Unido, mas eu estou muito ligada ao axé.Eu sinto, agradeço, com tudo o que a gente está passando neste momento com essa pandemia, me sinto confiante, me sinto segura, muito segura.Porque eu sei que Mãe Patrícia, o Axé, os Orixás todos estão em uma só energia da gente dar a volta por cima e seguir em frente.Se eu fosse realmente parar pra falar tudo, de como minha vida era, pra como ela é hoje...eu posso dizer que antes eu não tinha vida. Era uma pessoa que vagava no mundo sem rumo, sem destino e sem luz.E hoje em dia eu digo, bato no peito e digo que sou filha desse Axé e que brevemente estarei aí de volta e a gente vai estar rindo, se abraçando numa só energia que é o que eu acho que é o que todo mundo espera, que tudo isso passe.”Depoimento de Isabela 

Depoimentos: Depoimentos

O INÍCIO NO SÍTIO

Depoimento - Maik

Meu nome é Maik, sou irmão de sangue da Mãe Patrícia.

Meu primeiro contato com a espiritualidade foi com Sr. João Caveira, já vai fazer seis anos.

Veio a tia Cléa e o César dizer que o Sr. João Caveira queria falar comigo.

Eu ja sabia que a Patrícia trabalhava com...não sei dizer na época o que eu pensava disso, era uma coisa que eu não aceitava, não gostava e, enfim, eu não entendia, não conhecia.

Quando eles chegam (Exús), era uma época bem difícil, de bastante perdas, eu vinha perdendo bastante coisa na minha empresa. Eu vinha num momento bem ruim.

E aí eu conheci o (Exú) Sr. João Caveira numa noite. Passei uma noite inteira e aí eu fui me envolvendo., ajudando...passado um certo tempo foi trazido o Orixá dono dessa Casa pra Feliz e aí eu fiz parte, ajudei a trazer.

E logo depois que o Orixá vem, todo o pessoal que estava na casa filhos de santo) eles (Exús: Sr. João Caveira e Sra Maria Mulambo) mandam embora, daí fica eu sem "obrigação"*  nenhuma (*sem nenhuma iniciação religiosa), sem muito conhecimento...quase nada de conhecimento e, enfim... a Patrícia já era quem ela é hoje, mas ainda não tinha todo o conhecimento que ela tem hoje, a maturidade que ela tem hoje. Enfim, foi um momento bem difícil.

Daí ela fica sozinha, sem nenhum filho de Santo, nenhum filho "com obrigação", tendo que atender, tendo que tirar serviço, que criar a família dela. E eu começo a participar de tudo isso, querendo ajudar, enfim.

E daí entra a função da terra, porque na primeira conversa que eu tive com o Exú João Caveira eu pergunto pra ele "'o tão poderoso que ele era, o que ia faltar pra ele", porque não poderia faltar nada.....ele me dizia que faltava tudo.

Eu não entendia o que era e aí eu pergunto pra ele:

"se tu é o cara, ...como pode faltar alguma coisa pra ti, não pode faltar nada!"

E ele me diz: "me falta a terra"

Aí eu digo: "mas a terra eu te dou um pedaço"

Enfim, assim foi o começo, meu começo.

E foi indo, eu fui ajudando e ficamos muito tempo a Patrícia incorporada, as crianças eram pequenas, eu ajudava e assim foi indo, noites, e noites, e noites...e foi se montando.

Foi chegando mais um irmão, depois mais outro irmão, depois foi trazendo a família.

Assim eu conheci a espiritualidade e aí foi até o momento de hoje.

Há dois anos atrás eu recolhi para o meu Orixá. Eu não tinha mais forças, nem entendimento e aí tu começa a gastar energia que tu não tem até que tu te esgota. Foi quando eu dei "obrigação" e fez muito bem pra mim, foi muito boa.

E estamos aí tocando, ajudando no que a gente pode e aconselhando os mais novos, acalmando - porque não é fácil, às vezes a cobrança da Mãe de Santo, da espiritualidade enfim, eles sabem o que eles fazem, aonde vai chegar, onde vai ser a situação certa. Tem que escutar, ainda falta bastante entendimento pra nós.

Acho que esse tempo é muito pouco ainda pra nós termos o entendimento da grandiosidade da espiritualidade, mas estamos no caminho certo.

Não é fácil pra ninguém, é a primeira tarefa que a gente tem é com a gente mesmo, pois estando bem com a sua espiritualidade, você está com seu caminho aberto, com a proteção e com a força.

É só confiar e deixar as coisas acontecerem no seu tempo. Tu não pode parar de se movimentar. Se um Espírito, a espiritualidade ou a Mãe de Santo disser "tu vai", então tu vai. Não deu certo? Então vai de novo, uma hora vai ser a hora. Não dá pra baixar a cabeça.

Eu só tenho a agradecer à espiritualidade. Melhorei muito como pessoa, de entender as outras pessoas e saber que realmente não é só a gente que precisa, que os outros também precisam e às  vezes tem pessoas bem mais necessitadas que a gente e a gente só olha pra dentro da gente, só pro "eu"...que é o que a gente sempre fala aqui dentro "o eu, ele não existe", porque um depende do outro, isso é na humanidade e na espiritualidade, em tudo.

Só tenho a agradecer à espiritualidade, à essa grande Casa que está se montando, construindo a família inteira e outras pessoas que estão se agrupando à família.

Porque a força é a família.

E eu só tenho a agradecer.

(O depoimento foi transcrito, procurando manter a forma coloquial da fala que está no vídeo)

DEPOIMENTO

Depoimento - Valdemir

"Eu sou Valdemir, sou filho desse Axé desde 2016, começo de Fevereiro.

Conheci a Mãe como ela trabalhava...com cartas, jogando cartas.

Eu tive problemas na minha vida e entrei na casa indicado por uma pessoa.

Não conhecia, não tinha a mínima ideia do que era e fui lá pra simplesmente jogar, sem conhecimento, nem tinha noção do que poderia ser e acabei ficando, e ficando...

Antes disso tive alguns problemas na minha vida: perdi meu emprego, trabalho.

Trabalhei, construí um monte de coisas e acabei deixando tudo pra trás pra começar outra história e a Mãe Patrícia me ajudou muito nisso. Ela e toda a espiritualidade dela.

Acabei conhecendo pessoas aqui...Uma coisa que eu não tinha: habilidade de lidar com pessoas e a cada dia eu estou evoluindo, estou me melhorando, conseguindo ter um crescimento e hoje esta sendo muito melhor pra mim. Com a ajuda da espiritualidade as coisas estão se abrindo.

A Mãe me ajudou muito a me encaminhar de novo, pra eu voltar a ter uma vida. Pois era uma coisa que eu não tinha mais. Não tinha mais amigos, não tinha mais pessoas...ninguém queria ficar perto de mim, eu era muito arrogante.

Por causa dessa arrogância acabei perdendo tudo o que eu tinha. Quase perdi minha filha por causa disso, eu me afastei dela. E hoje estamos conversando novamente, temos laços ainda e cada vez eu estou mais perto dela e quero ficar mais perto ainda, porque isto é o verdadeiro sentido, esse Ilê (casa) trabalha muito em cima disso: ele é o laço, é a família.

Podem dizer um dia que o sangue se ajuntou, como toda a família da Mãe foi unida aqui. Provavelmente um dia a minha também vá se unir, assim como eu procurei ajuda, eles também vão procurar - eu já conversei isso com eles, mas como eu disse no começo: tudo tem um desentendimento no começo, um pouco de preconceito pra entender o que é tudo isso...é muito complexo, leva tempo.

Creio que quem pisar aqui não vai se arrepender...eu sou um exemplo do que a espiritualidade  pode fazer com as pessoas. Tenho muito a melhorar, a evoluir.

Conheci uma pessoa aqui, nesta Casa que hoje é minha esposa que é a Ana Paula.

E que era uma coisa que eu procurava e encontrei aqui: uma pessoa que conseguisse me fazer feliz e eu conseguisse fazer ela feliz -  que era o que eu não tinha e foi por isso me separei e deixei tudo pra trás.

Hoje tenho tudo, não me falta nada, sou feliz, graças a essa Casa, à Espiritualidade, à nossa Mãe.

Tenho pouco tempo ainda na Casa e pra tu ter história tem que ter tempo.

Resumindo o que é esta casa, no meu ponto de vista, pra mim foi muito bom e vai continuar sendo e pra quem não conhece, eu indico, recomendo.

É um lugar pra construir pessoas.

Esse Axé levanta as pessoas de onde elas estiverem, se elas acreditarem e quiserem se levantar.

Já não é mais a minha história, isso é uma coisa que eu falo que é daqui.

Essa Casa trabalha pra melhorar e construir pessoas.

E eu estou muito feliz em participar, ser um filho dessa casa e espero que isso continue."


(Depoimento transcrito procurando manter a fala coloquial expressa no vídeo)

bottom of page
{ "Description": "Arquivo de verificação de propriedade do domínio para Microsoft 365 local na raiz do site", "Domain": "Ileobakossoaseogunjaagada.org.br", "Id": "da06cfd1-fa14-436f-8d3e-19986bfc8768" }